segunda-feira, 1 de julho de 2019

Luvas de Procedimento e Considerações sobre seu uso

Luvas de Procedimento e Considerações sobre seu uso;
A Organização Mundial da Saúde, OMS, recomenda que luvas devam ser usadas devido a duas principais razões:
1. Para reduzir o risco de contaminação das mãos dos profissionais de saúde com sangue e outros fluidos corporais.
2. Para reduzir o risco de disseminação de germes para o ambiente e de transmissão do profissional de saúde para o paciente e vice-versa, bem como de um paciente para o outro.
Entretanto, a OMS alerta que os profissionais de saúde devem ter ciência de que luvas não oferecem proteção completa contra a contaminação, razão que justifica a importância da correta higienização das mãos antes de calçar as luvas.
Considerações sobre seu uso;
• Devem ser utilizadas para a proteção individual, nos casos de contato com sangue e líquidos corporais e contato com mucosas e pele não íntegra de todos os pacientes;
• Devem ser utilizadas para reduzir a possibilidade de os microrganismos das mãos do profissional contaminar o campo operatório (luvas cirúrgicas);
• Devem ser utilizadas para reduzir a possibilidade de transmissão de microrganismos de um paciente para outro nas situações de precaução de contato;
• As luvas devem ser trocadas sempre que o profissional entrar em contato com outro paciente;
• As luvas devem ser trocadas durante o contato com um mesmo paciente ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, ou quando estas estiverem danificadas;
• O profissional, quando com luvas, não deve tocar desnecessariamente superfícies e materiais (tais como telefones, maçanetas, portas);
• O mesmo par de luvas não deve ser usado novamente ou lavado;
• A higienização das mãos não pode ser substituída pelo uso de luvas.
Uso e remoção correta de luvas É importante ressaltar que o ajuste e conforto da luva interferem em sua função.
Fatores a serem considerados quando da aquisição, armazenagem e uso de luvas Mecanismos que garantam aquisição de luvas seguras e eficazes ou “de boa qualidade”, de acordo com o entendimento do consumidor, podem ser estabelecidos pelos serviços de saúde, conforme as atividades de pré- qualificação preconizadas.
Armazenagem e uso
As condições de armazenamento de luvas podem também comprometer suas propriedades físicas, e conseqüentemente a sua segurança.
Com vistas a evitar que luvas sejam contaminadas em situações em que a sua armazenagem não é segura ou devido a condições inadequadas de temperatura e ambiente, os estoques devem ser controlados de forma a atender a demanda de uso do serviço.
Luvas tornam-se fracas e quebradiças quando expostas ao calor, luz ultravioleta ou ozônio. Estresses químicos e físicos podem também afetar consideravelmente a habilidade do material da luva de prover barreira de proteção contínua.

Materiais de composição de luvas;
O látex continua sendo o material de “padrão ouro”, porém, devido à sensibilidade de profissionais de saúde e pacientes a esse componente, os serviços de saúde estão passando a oferecer alternativas sem látex para aqueles profissionais sensíveis a esse material.
Látex
Produto do extrativismo vegetal e é uma dispersão estável (emulsão) de micropartículas poliméricas em meio aquoso, e pode ser natural ou sintético.
Na natureza, o látex é encontrado como secreção esbranquiçada, raramente amarelada, produzida por algumas plantas como a papoula, a seringueira, o mamoeiro e o Caucho (castilloa).
A borracha natural tem sido o material de preferência para a fabricação de luvas usadas nas atividades dos serviços de saúde. Luvas de látex costumam ter preços acessíveis, são confortáveis e oferecem excelente barreira de proteção, principalmente devido à sua habilidade de auto-oclusão de pequenos orifícios. A desvantagem desse material reside no fato de que alguns profissionais e pacientes desenvolvem sensibilidade e podem apresentar reações alérgicas de gravidade mediana a grave após o uso de luvas de látex. Essas reações podem variar desde uma urticária (reação mediana e localizada da pele) até uma ameaçadora anafilaxia (reação grave e sistêmica). Essas reações estão associadas à hipersensibilidade tipo I, que são causadas por anticorpos específicos para o látex na circulação sanguínea.
Os profissionais que usam luvas podem experimentar dois outros tipos de reações que não estão relacionadas às proteínas do látex, como por exemplo, os casos de dermatite irritante de contato; de irritação não alérgica da pele que se manifesta como inchaços, dores e rachaduras ou ainda como hipersensibilidade tipo IV.
Essas manifestações aparecem normalmente várias horas após a exposição. É importante salientar que tanto as luvas com e as sem látex podem desencadear dermatites de contato e hipersensibilidade tipo IV nos usuários de luvas. É interessante notar que mesmo o uso de luvas fabricadas com material sintético pode não ser suficiente para proteger pessoas sensíveis ao látex.
Materiais sintéticos
O uso generalizado de luvas sintéticas por todos os trabalhadores do hospital não é a melhor abordagem para a maioria dos serviços. Algumas luvas sintéticas podem ter alto custo além de não agradarem aos trabalhadores que as percebem como menos confortáveis ou menos protetoras que o látex. Além disso, luvas de vinil, embora custem menos que outras luvas sintéticas, não são apropriadas para muitas situações: Seu uso não é recomendado se o usuário está em contato com riscos biológicos como sangue, por exemplo, visto que o vinil tem uma maior tendência a fazer micro perfurações durante o seu uso do que luvas de outros materiais.

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